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Segunda-feira, 9 de Junho de 2008

MANIFESTO LUSITANO CONTRA ACORDO ORTOGRÁFICO

Arquivado em: Sem categoria — Thelmo Mattos @ 11:13
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Personalidades lusas entregam manifesto

contra acordo da língua portuguesa

da Efe

Um grupo de personalidades do meio cultural entregou nesta segunda-feira ao presidente de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, um manifesto contra o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa entre Portugal e suas ex-colônias, incluindo o Brasil, com 45 mil assinaturas e nove relatórios de especialistas.

O poeta e escritor Vasco Graça Moura, que liderou o grupo, disse sobre os textos dos especialistas que “todos estão contra o acordo”. Entre os relatórios estão três opiniões inéditas e um texto do historiador Vitorino Magalhães Godinho.

O acordo ortográfico da língua portuguesa unifica as variações do idioma e as notáveis diferenças que existem nos países em que ele é falado, especialmente em Brasil e Portugal, o que gerou protestos de intelectuais, políticos, professores e editores de Lisboa.

Em meio a grande polêmica em Portugal, sobretudo pelas supostas concessões feitas no português falado no Brasil, em 16 de maio o Parlamento português aprovou o segundo protocolo do Acordo Ortográfico.

O propósito do texto, oficialmente partilhado por todos os países lusófonos, é o de padronizar o uso de uma língua que é falada por mais de 200 milhões de pessoas, a maioria deles brasileiros.

A ex-ministra da Cultura de Portugal Isabel Pires de Lima foi uma das últimas personalidades portuguesas a se manifestar sobre o assunto ao defender, em artigo divulgado nesta segunda, uma revisão do Acordo Ortográfico.

Graça Moura lembrou que quando Pires de Lima ainda exercia a função de ministra, ela já era partidária de que fosse aberto um prazo de dez anos de análise do acordo.

O poeta português disse que o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa foi assinado em 1990 e deveria ter entrado em vigor em 1994, mas ninguém sentiu necessidade e urgência de aplicá-lo até que alguém resolvesse “tirá-lo do limbo onde estava”.

O protocolo aprovado pelo Parlamento luso estabelece a entrada em vigor do texto no primeiro dia do mês seguinte à data de sua ratificação por Portugal e pelos Estados da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), que ainda não o tinham aprovado.

A nova norma tem divido Portugal, onde alguns setores da sociedade entendem que o acordo cede aos interesses do Brasil.

No entanto, não faltaram personalidades e autoridades que são a favor do acordo, defendendo que a nova norma contribui para afirmação em nível internacional da língua portuguesa e põe fim ao uso de várias ortografias de um mesmo idioma.

Fonte: FOLHA ONLINE – 03/06/2008

4 Comentários »

  1. Sou radicalmente contra o acordo, eis que, querer unificar a língua altamente flexível e dinâmica falada e escrita no Brasil, com uma língua estática e arcaica falada em Portugal seria um retrocesso para nós, brasileiros.

    Comentário por Benevides Garcia — Sexta-Feira, 11 de Julho de 2008 @ 15:33

  2. Vou repetir o que todos já sabem: Esse Acordo não unifica nada, só há interesse político.
    Obs: NÃO TEM COMO POVOS DIFERENTES ESCREVEREM DE FORMA “IGUAL”, CADA UM TEM UMA CULTURA…
    SE EM TERRITÓRIO NACIONAL JÁ TEM VARIANTE LINGUÍSTICA IMAGINA EM LÉGUAS DE DISTÂNCIA.

    Comentário por Anônimo — Segunda-feira, 14 de Julho de 2008 @ 12:38

  3. Sou contra a reforma. Pena que a imprensa do Brasil só abre espaço para quem fala a favor da reforma.

    Comentário por titio — Terça-feira, 14 de Abril de 2009 @ 20:54

  4. Tomei a liberdade de criar um autocolante alusivo ao tema. Usem e abusem!

    Comentário por PA — Terça-feira, 19 de Maio de 2009 @ 06:29


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