CASA DO POETA | Onde a Literatura visita a Poesia

terça-feira, 28 \28\UTC julho \28\UTC 2009

SUMAÚMA

Filed under: Index,Poesias — Thelmo Mattos @ 17:55
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Sumaúma, sumaúma,

Voam meus sonhos

Presos a suas plumas.

Campo Grande-MS,10.01.08

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quarta-feira, 3 \03\UTC setembro \03\UTC 2008

MEUS VELHOS CEARENSES

Filed under: Index,Poesias — Thelmo Mattos @ 08:00
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VÔ CHICO DA MATA

VÔ CHICO DA MATA

a meus avós

a Patativa do Assaré

AN 1

Olhos opacos,

fundos – viu

tempos imemoriais.

AN 2

Chapéu num aceno

burra faceira

meu avô se indo.

AN 3

Debaixo da catarata

olho de minha avó

a descompreender o mundo.

AN 4

Alpargatas gastas

muitos chãos

poeira dos anos.

AN 5

Rosário na janela

a torre da matriz

minha avó rezava.

AN 6

Padim Ciço,

novenas, rezas,

ai…ai…juazeiro.

AN 7

Passo ligeiro, sino,

osário na mão e missa,

– Te benze, menino.

AN 8

Ladainha, procissões,

madrugada adentro

– mistérios dolorosos.

AN 9

Anáguas de minha avó,

alvas, presas a cerca

sabão de barra, águas do rio.

AN 10

Garrafadas, raizadas,

Chico da Mata já na burra

– Tome sete dias, de jejum.

AN 11

Tapioca no caco,

cheiro de coco e café de bule,

mãos prendadas, minha avó.

AN 12

Rezas pras almas sofridas

esfaqueadas na encruzilhada

minha avó era piedosa.

Campo Grande-MS, 08.01.08 (11:20 h)

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terça-feira, 2 \02\UTC setembro \02\UTC 2008

HAIKANTOS 2

Filed under: Index,Poesias — Thelmo Mattos @ 18:09
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CASTELO DE AREIA

CASTELO DE AREIA

1

Mundo, vasto mundo

se eu fosse Raimundo

teria rima, né Drummond.

2

Fiz castelos de versos

mas a maré-realidade

devolveu-os ao papel.

3

Nem o fardão

nem a biografia

versos, me tornam imortal.

4

Tecer palavras

é costurar um cobertor

pra aquecer o mundo.

Campo Grande-MS, 08.01.08

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quinta-feira, 28 \28\UTC agosto \28\UTC 2008

HAIKANTOS 1

Filed under: Index,Poesias — Thelmo Mattos @ 10:01
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ANOITECER NO LAGO

ANOITECER NO LAGO

1

Benditos os peixes

que podem ir a lua

num espelho d’água

2

Olhando baixo

vi estrelas

na poça de lágrimas.

3

Depois da chuva

cheiro de terra lavada

alegria do mato.

4

Vagalume, vagalume,

por um momento – estrela

refletido com elas na lagoa.

Campo Grande-MS, 08.01.08

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terça-feira, 26 \26\UTC agosto \26\UTC 2008

HAIKAIS PANTANEIROS


pantaneiro1

HP 1

Chora a viola

noite enluarada

violeiro triste.

HP 2

Dentro do casebre

luz de lamparina

ilumina um mundo.

HP 3

Dedos que arranham

uma viola saudosa

montados num pangaré.

HP 4

Cachorro que acompanha

boiada rio adentro

o boi-de-piranha ficou.

HP 5

No meio do estouro

berrante que acalma

a onça acuada se foi.

HP 6

A papo-amarelo dispara

noite adentro foge

quem ia dar o bote.

HP 7

Resfolega cansada

cercada no mato

sangrando – a pintada.

HP 8

Peão que dança

morena faceira,

amanhã – a caravana segue.

HP 9

Gole de cachaça

a pinga e a morena

quentes demais.

HP 10

Mate esfriando na cuia,

ao pé da fogueira

dorme o peão.

HP 11

Sopra o terral

na margem oposta da lagoa

tuiuiús pousados.

HP 12

Chimarrão na cuia

água fervendo

sombra de pequizeiro.

HP 13

Arroz carreteiro

tereré gelado

violão, amigos, gado.

HP 14

Olhar de soslaio

cumplicidade, saudade

só o peão entendia.

HP 15

Rio-mar, paraguay,

chalana descendo,

meu cavalo ao longe.

Campo Grande-MS, 04.01.08 a 06.01.08

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